Sábado, 30 de Junho de 2007

Ainda a escrita...

Como disse no primeiro post, e continuo a afirmá-lo, a ideia é mais importante, do ponto de vista do escritor, uma vez que, quem nada tem a dizer, não escreve. Isto, como devem ter percebido, passa-se em ficção. Os jornais dão-nos, todos os dias, notícias do que se passa no mundo... E todos esses assuntos do mundo, são escritos e transmitidos aos leitores, por vários jornalistas, cada um evidenciando um estilo próprio. Mas voltando ainda à ficção, lembrei-me de um grande poeta nosso cujo tema abordado numa das suas obras foi a História deste país, tendo-o feito de uma forma única. A ideia -o tema- não é dele, mas faz parte da cultura do nosso país. Ora, este tema foi e é tratado por muita gente que escreve: historiadores, escritores, etc. sendo a escrita a forma que distingue a maneira como é tratado o tema e também os autores, isto é,sendo o tema o mesmo, podemos identificar a obra pela escrita (o estilo) de cada um. Enquanto que o historiador tem uma ligação científica e transparente com a história, o escritor já a sente e a aborda de maneira diferente. É isso que distingue a sua obra das outras. Esta diferença, a escrita, marca também, a diferença entre os próprios historiadores... o estilo, sendo o assunto  tratado algo comum a todos eles. Aqui, o estilo poderá ser importante. De todos os que escrevem sobre o mesmo tema, posso gostar mais de ler este ou aquele texto, porque me identifico, enquanto leitor, mais com esta forma ou aquela de escrever - o estilo.  Quando se fala em ficção, as duas componentes- ideias e estilo- marcam um escritor de ficção.

  

publicado por fatimanascimento às 16:00

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Sexta-feira, 29 de Junho de 2007

escrita

A escrita é a minha memória, liderada por personagens fictícias, em tudo semelhantes a mim, e/ou inspiradas em alguém que lhes dá corpo...

publicado por fatimanascimento às 11:10

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A escrita e a leitura

Para uma pessoa que escreve, o acto criativo é o motor de arranque de qualquer acto de escrita. Quem não tem nada a dizer não escreve. A ideia é tudo. Depois é só sentir a ideia e deixá-la escorrer da caneta para fora…

Para um criador, o acto criativo é fundamental e ele precisa da escrita para tomar forma, ou da pauta e dos sinais musicais, ou dos pincéis e das tintas… mas utiliza-as de forma pessoal, dando-lhes o arranjo que lhe vai simultaneamente na mente e na alma.

Para mim o acto criador é também um acto de liberdade absoluta, onde a ideia se desenvolve e toma forma, tomando muitas vezes uma direcção e, a determinada altura, outra.

O acto criador é um espelho onde o íntimo de cada pessoa se reflecte e busca reflexos.

Criar é como parir, já que também sai de dentro de cada um e toma forma própria, seguindo caminhos próprios… mas há em cada palavra o peso do seu criador. É isto que o plagiador desconhece, quando se apropria indevidamente dos trabalhos dos outros… ele lê a história, sente-a à sua maneira e reescreve-a da maneira como a sente, perdendo-se a força e a matéria-prima originais… aqui reside o eterno dilema: o que é mais importante o acto criador ou a escrita? Para quem escreve o acto criador é o mais importante, sendo a escrita a matéria-prima que lhe dá forma e há muitas formas de cada um se expressar. Essa maneira de se expressar tem a ver com maneira de ser de cada um, aí reside também a diferença entre os criadores… e não há maneiras melhores ou piores de cada um se exprimir, poderá, eventualmente, e isso acontece comigo enquanto leitora, preferir o estilo deste autor ao daquele, ou até de não gostar do estilo daquele. Aqui podemos encontrar outro dilema entre autor e narrador. Posso, enquanto leitora, gostar da história do autor e não gostar da maneira como o narrador a conta. Posso ainda dentro do mesmo autor, preferir esta maneira de se exprimir à outra que o caracterizava antes. E já me sucedeu isso com um poeta muito conhecido, nosso contemporâneo, cuja escrita sofreu uma evolução passando de um estilo mais simbólico a outro mais natural e espontâneo. O que não quer dizer que seja melhor este do que aquele, só que este me diz mais a mim, enquanto leitora, do que o outro. Outros preferirão o outro estilo, enquanto leitores. Mas isso, é lá com os leitores… eles são os que decidem. Quantas vezes me sucedeu, recomendarem-me vivamente um determinado romance muito célebre e que a mim nada me disse nem consegui passar das primeiras páginas, enquanto outros confessaram que o leram em poucas horas? Quem me vai a mim, enquanto mera leitora, convencer-me de que aquela obra é genial? O leitor é livre na sua escolha assim como é o autor, enquanto criador. Mas, com isto, não se pode falar em obras maiores ou menores, porque há obras consideradas menores que são as eleitas dos leitores por excelência e aquelas consideradas excelentes mas que nada dizem à maioria dos leitores… o que quero dizer é que cada obra vale por si própria, independentemente dos juízos que dela possam fazer, quem quer que seja.

publicado por fatimanascimento às 11:08

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